Boas notícias da nova aurora pra ti Como palavras sussurradas sem susto O equilíbrio é remoto uma meta Há tantas metades de mim Seleciono a colheita As ferramentas o colibri Tudo está no devir Com o peso a existência deixa tudo tão incerto Vou buscando as notícias da nova aurora pra derrama-las sobre ti Lubrificar o recinto torná-lo repleto de possibilidades Como a manhã ensolarada de uma criança alegre Como a mão forte do artesão como a saciedade do pão Voltando ao princípio resgatar a nova aurora pra derrama-la sobre ti Quantas verdades eu perdi Tantas mortes eu vivi Nas mãos as súplicas por uma nova aurora que tanto custa chegar como distante eu estou dos homenageados e suas estátuas as minhas espadas estavam a rastejar Não tive vergonha de mostrar as fraquezas que há em mim nelas existem a coragem da verdade rasgar a carne pra mostra-la e você há de ver que a substância ainda é o sonho das manhãs alegres da criança das mãos fortes do artesão da saciedade do pão

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