Por aí se espalham sentimentos que não calculei, amante que sou do agora e apenas polida com o planejamento. Não houve barganha, foi tudo coração, e me consumiu até o fim, eu sei, só, sei. Foram dilaceradores os momentos que se seguiram, tão pesados que não deu pra poesia se chegar, eram ruas, infinitas, desertas, sem testemunha pra atestar que o sonho sangrava e que eu estava só, vagando com dilemas e palavras entrecortadas. Os sonhos e a confiança em outrem são como uma estrutura que mantém a emoção de pé. Abalados sonhos e confiança, fica a reversão irreversível do real invadindo nosso espaço e tomando o lugar das nossas simbolizaçoes e do que confere sentido ao nosso viver.

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